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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Universidade suspende curso de jornalismo

A decisão do Supremo Tribunal Federal pela não-obrigatoriedade do diploma de Jornalismo para o exercício da profissão tem afetado não apenas os jornalistas que tentam sobreviver no mercado, mas as universidades que formam esses profissionais.

A Universidade Mogi das Cruzes (UMC), de São Paulo, foi uma delas. Com uma queda de 50% na procura, o curso desse semestre foi suspenso.

A coordenadora de jornalismo da UMC, Cristina Schmidt Pereira da Silva, disse que a universidade não vai extinguir o curso, mas apenas suspendê-lo neste semestre em função da queda acentuada na demanda. “Vamos continuar, porque queremos mudar essa ideia de que não precisa de diploma para exercer a profissão”, ressaltou.

Fonte: Comunique-se

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Diploma para jornalistas de BH é obrigatório

Foi sancionado no dia 20 de janeiro, em Belo Horizonte, o Projeto de Lei 667/09, que torna obrigatório o diploma de jornalismo para jornalistas ou assessores de imprensa que atuam nos poderes Legislativo e Executivo do município.


De autoria dos vereadores Adriano Ventura (PT) e Luzia Ferreira (PPS), a lei foi aprovada em 2º turno no dia 23 de dezembro, durante reunião plenária. Um dos autores do PL, o vereador Adriano Ventura, é jornalista e professor de comunicação da PUC-Minas.


O prefeito de BH, Marcio Lacerda, vetou apenas o artigo 2º do projeto, que definia quais seriam os atos privativos do jornalista. Segundo ele, no artigo foram atribuídas ao exercício específico do jornalista uma série de atividades que não estariam de acordo com a Constituição, além de ultrapassar a competência do Legislativo.

"Entendemos como essencial a formação acadêmica e técnica aprendidas em faculdades especializadas para o desenvolvimento do trabalho jornalístico. O diploma representou um avanço para o país, profissionalizando a categoria cuja atuação era condicionada por relações pessoais e interesses outros distintos do verdadeiro sentido do Jornalismo, que é zelar pela qualidade da informação repassada à sociedade”, diz o texto de justificativa do PL apresentado pelos vereadores.


De acordo com a Câmara Municipal de Belo Horizonte, o objetivo da lei é valorizar a formação universitária especializada dos profissionais da imprensa, depois que o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu pela não obrigatoriedade do diploma de Jornalismo para o exercício da profissão.


Fonte: Comunique-se

terça-feira, 7 de abril de 2009

Dia do Jornalista

Aproveito este dia tão especial para, nós, jornalistas e reitero meu desejo de que a nossa profissão seja reconhecida.
Lamentavelmente, convivemos há oito anos com a sensação de que a qualquer momento uma enxurrada de jornalistas sem formação nem preparo vai invadir os veículos de comunicação e a selva que se assumiu o mercado de trabalho ficará ainda mais concorrida, tudo por conta da liminar que suspende desde 2001 a exigência do diploma para exercício da profissão de jornalista.
Espero, sinceramente, que o Supremo Tribunal Federal decida pela obrigatoriedade do diploma para o exercício da nossa profissão. Não falo de um simples "canudo de papel”, mas do que este documento representa, como um instrumento que atesta a formação teórico e prática do profissional.
Não sou ingênua de achar que a posse de um diploma irá mudar de um dia para o outro a realidade em muitos veículos de comunicação ou irá ditar a postura do profissional pela ética jornalística. Também não me refiro àqueles que sequer frequentaram os bancos acadêmicos ou a outros que decidiram cursar jornalismo simplesmente para ter o diploma e jogaram fora o que aprenderam.
Defendo a formação superior para o jornalista em respeito à história do jornalismo no Brasil e à sua contribuição para democratizar a informação na sociedade. Graças à regulamentação da profissão de jornalista, em 1969, surgiram as primeiras escolas superiores para formação de profissionais. E o diploma como símbolo da formação superior permitiu ao jornalista se profissionalizar e melhorar a qualidade de seu trabalho, consequentemente, da mídia nacional.
Como muito bem disse, o presidente da ABI, Luiz Azêdo, em defesa da liberdade de imprensa, “o jornalista trabalha não para si, mas para servir à coletividade”. E como “agente do interesse público" deve estar preparado. Um doente por acaso entregaria sua vida aos cuidados de alguém que não fosse formado em medicina? Obviamente que não. Da mesma forma ocorre com o jornalista.
Com o fim do diploma para o exercício da atividade de jornalista, qualquer pessoa pode desempenhar a função, o que representa um grande atraso à nossa profissão, remetendo ao tempo em que a ética no jornalismo e o compromisso social andavam longe e muitos jornalistas ficavam a mercê da boa vontade de “padrinhos” ou mesmo afundavam na lama dos interesses políticos e econômicos.
Assim como advogados, médicos, dentistas e tantos outros profissionais cuja função é regulamentada pelo governo, temos o direito de exigir qualificação profissional por meio da graduação em Jornalismo, sobretudo, porque o Decreto-Lei 972/69 exige o diploma em Jornalismo ou Faculdade de Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo para a obtenção do registro de jornalista, pré-requisito para o exercício da profissão.
Além disso, a Constituição Federal não deixa dúvidas quando diz que “a lei ordinária pode estabelecer quais as qualificações profissionais são necessárias para o exercício de determinada profissão”. Logo, não há porquê criar empecilhos para algo que só veio para agregar valor à profissão do jornalista: a formação acadêmica.

Conhecimento é um bem precioso!

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Em defesa do diploma

 Fenaj, Sindicatos de Jornalistas e entidades de classe apoiadoras da campanha em defesa do diploma vão realizar no dia 17 de setembro, às 13h, na Praça dos Três Poderes, em frente ao Supremo Tribunal Federal, em Brasília, um ato público a fim de mobilizar a categoria e toda a sociedade contra o Recurso Extraordinário RE/511961 que pode eliminar a obrigatoriedade do diploma em Curso Superior de Jornalismo.  O Supremo Tribunal federal (STF) deverá votar o recurso neste mês. 

  A Fenaj e os sindicatos estão engajados na divulgação do movimento e lançaram mão de são algumas das estratégias. Entre elas, convocação de coletivas de imprensa, contatos com parlamentares e autoridades, coleta de assinaturas para um abaixo-assinado em defesa da constitucionalidade do diploma como requisito para o exercício da profissão e o lançamento do livro “Formação Superior em Jornalismo - Uma exigência que interessa a sociedade”.

  A campanha em defesa do diploma conseguiu importantes apoios como o do presidente da CUT, Artur Henrique da Silva Santos que se posicionou em favor da convocação da Conferência Nacional de Comunicação - e do senador e ex-Vice-presidente da República Marco Maciel (DEM/PE), que se dispôs a expor sua posição em nota pública a ser divulgada no Congresso Nacional nesta semana.

Fonte: Fenaj

terça-feira, 15 de julho de 2008

Dicas para o futuro jornalista

Antes de ingressar na faculdade, ou mesmo cursando jornalismo, o estudante idealiza a profissão. Imagina que o futuro será cercado de muito glamour ou de sucessos constantes. Mas nem sempre quem sai da faculdade, consegue seu lugar ao sol ou pretende seguir a profissão pelo resto da vida. Às vezes, basta uma decepção para encerrar a carreira tão sonhada. Talvez isso ocorra, pela falta de preparo.

Por isso, quem escolhe a profissão de jornalista deve estar atento ao mercado de trabalho. Ainda na faculdade, deve adquirir experiência. Além de participar de laboratórios em diferentes áreas, durante a graduação, ingressar em programas de estágio mantidos pelas empresas de comunicação pode ajudar muito o futuro profissional a colocar em prática a teoria.
Uma dica aos estudantes de jornalismo para facilitar o acesso ao primeiro emprego é buscar informações em livros específicos da área. Assim, poderá conhecer um pouco mais sobre o perfil de sua profissão e a realidade de mercado.

O livro Jornalista, da série profissões, publicado pela editora Folha é uma boa opção. O livro traz informações importantes sobre como se preparar para ingressar no mercado de trabalho e os dez mandamentos do futuro jornalista. Vale a pena.

Anote aí:

Editora: Publifolha

Páginas: 144

Quanto: R$ 19,90




Dez mandamentos do futuro jornalista


1. "O domínio da língua portuguesa é requisito básico na profissão. Habitue-se a ler diariamente jornais, revistas e livros e a manter-se atualizado com os demais meios de comunicação.

2. Prepare-se para passar alguns sábados e domingos dentro de uma redação ou na rua apurando uma matéria. A notícia não cumpre agenda e precisa ser divulgada todos os dias, sem descanso.

3. Saiba que o trabalho em equipe é importante na profissão. Ouça o que as pessoas têm a dizer, aprenda com os mais velhos e respeite os mais jovens. O jornalismo é uma carreira dinâmica, e nada melhor do que construir uma sólida rede de contatos.

4. Nem o melhor dos jornalistas sabe tudo de todos os assuntos. Seja humilde e, em dúvida, não tenha vergonha de perguntar.

5. Domine as ferramentas básicas de informática e aprenda um ou mais idiomas, em especial o inglês.

6. Descubra "quem é quem" na área; mais do que isso, saiba construir sua rede de relacionamento, sua network, importante em qualquer carreira, principalmente na área de comunicação.

7. Seja curioso, busque novos conhecimentos e amplie seus horizontes. Um bom jornalista tem na bagagem um vasto repertório de informações.

8. Seja ético e honesto em seu trabalho, pois só assim conseguirá o respeito e a credibilidade que o distinguirão na carreira.

9. Procure especializar-se numa área pela qual você tenha interesse genuíno.

10. Valorize a vida acadêmica e desenvolva senso crítico para ingressar e permanecer no mercado de trabalho."


Fonte: Livro Jornalista, Publifolha

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Dia do Jornalista

Hoje, 7 de abril, é dia do Jornalista. Com tantas limitações, ainda há motivos para se comemorar. Mesmo com baixos salários, precárias condições de trabalho, legislação atrasada e bastidores politicamente incorretos, a imprensa brasileira agradece àqueles que lutam por fazer o melhor de suas profissões. Aqueles heróis diários que batalham por seu espaço. Aqueles que tentam fazer um trabalho ético e amam sua função.
Parabéns, jornalista!





Em Defesa da democracia

Hoje, também é comemorado o centenário da Associação Brasileira de Imprensa (ABI). Criada no dia 7 de abril de 1808 para assegurar os direitos dos jornalistas, a associação foi uma entidade de classe que fez história no País. Seu idealizador foi o jornalista Gustavo de Lacerda, que não aceitava a idéia de que jornais fossem empresas. Para ele, esses veículos deveriam ter cunho social e funcionar por meio do cooperativismo, em que todos saíssem ganhando, desde a cúpula ao trabalhador mais simples.
Durante a Ditadura Militar no Brasil, a ABI foi sinônimo de oposição a esse regime. Lutou com todas as forças pela democracia e pela liberdade de expressão. Nessa época, não só os civis tinham seus direitos cerceados como os meios de comunicação sofriam severa censura. A perseguição contra jornalistas era cerrada. Parecia o Império, quando escritores e jornalistas abolicionistas eram combatidos e presos.
Contra os ataques à imprensa, a ABI fez um trabalho de bastidores, intercedendo às autoridades pela libertação de jornalistas presos e por meio de manifestações públicas contra qualquer ato de censura.
Em outros momentos políticos do Brasil, a imprensa foi censurada. Anos antes da ditadura, no governo de Arthur Bernardes, em 1922, a liberdade de expressão foi atacada. No ano seguinte, Barbosa Lima Sobrinho lançava o livro O problema da imprensa, um dos principais manifestos pela liberdade de expressão no Brasil. Três anos depois, assumia pela primeira vez a presidência da ABI.
A ABI esteve presente em outros acontecimentos importantes do país como na campanha "O petróleo é nosso", no fim dos anos 1940, que culminou na criação da Petrobras, em 1953.
Ainda na ditadura, em 1975, promoveu um ato em homenagem ao jornalista Vladimir Herzog, morto nas dependências do DOI-Codi, em São Paulo. Participou das campanhas pela anistia, pelo fim da Lei da Segurança Nacional, pelas eleições diretas e pela convocação da Assembléia Nacional Constituinte.
Quando a ditadura de Getúlio sucumbiu à abertura política e aos direitos civis, a ABI desempenhou um papel importante na campanha pelas Diretas Já. Somente no governo Collor, a imprensa teve passe livre para fazer seu trabalho. Tanto que investigou e denunciou as irregularidades, cuja confirmação resultou na renúncia do presidente para escapar do impeachment.
Ainda hoje, a ABI luta pela democracia, até mesmo em governos considerados democráticos como o de Lula. Em 2004, a entidade foi contra a criação do Conselho Federal de Jornalismo, proposto pelo governo. A associação considerou essa proposta como um ataque à liberdade de imprensa desde os governos militares e se mobilizou fortemente. Resultado: o governo desistiu do projeto.
A ABI nos mostra ao longo da história política do País que sem união e princípios verdadeiros não se consegue lutar pela liberdade de expressão. Foi graças a manifestações e perseverança em uma causa, que muitas vidas foram salvas no período da ditadura e nossa imprensa, hoje, tem a liberdade de se expressar e exercer o seu trabalho. Por pior que sejam as condições de trabalho e exista o sensacionalismo e a mercantilização da notícia, ainda é possível fazer um trabalho honesto no Brasil.

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

A Imparcialidade não existe


Contar a história, traduzir a realidade, formar opiniões, narrar fatos, descrevê-los, investigá-los, discuti-los, questioná-los. O jornalismo é fascinante. Intriga, desafia, alucina, emociona, vicia. Nos faz rir, chorar, odiar, transpirar. Realmente é o quarto poder. Pode ser usado para o bem e para o mal. Pode ser bem e mal feito. O jornalismo informa, denuncia, entretém.
Será que existe imparcialidade no jornalismo? É uma das questões que nos vêm à cabeça. No primeiro ano de faculdade eu perguntava e ao mesmo tempo respondia sobre o tipo de profissional que almejava ser. Defendia com unhas e dentes a ética nessa nobre profissão. Queria ser uma jornalista comprometida com a verdade e a isenção.
Nas aulas de filosofia, quanta decepção. Quando o professor disse que a verdade não existia e que tudo o que pensamos, falamos, escrevemos é um ponto de vista, levei um susto. Para o filósofo alemão Nietzsche a verdade não pode ser definida porque não se pode alcançar uma certeza sobre isso, logo, é um ponto de vista.
A verdade dependeria de um contrato social. A grosso modo, é como se a sociedade combinasse o que seria verdadeiro ou falso, ético ou não, bom ou mau. Algo arbitrário. Por exemplo: vamos chamar esse objeto cilíndrico de madeira que tem grafite no seu interior e serve para escrever, de lápis. Então está combinado, se a pessoa apontá-lo como lápis será verdade. Se disser caneta, será falso. Da mesma forma, funcionará com os fatos e tudo o que pensarmos e escrevermos.
E se uma pessoa jurasse falar a verdade enquanto concede uma entrevista, mas estivesse mentindo? Nem o repórter, nem o leitor saberiam. Se somente ela soubesse do fato e falasse algo inverídico, certamente a versão daquela pessoa seria publicada. Então, o compromisso não é com a verdade. Que coisa esquisita... E constante no jornalismo.
Muitos jornalistas batem no peito orgulhosos e enchem a boca para dizer que ouvem fontes distintas envolvidas em um mesmo fato e se dizem imparciais. Ledo engano. São apenas diferentes versões, uma sucessão de pontos de vista. É triste. Fui como um desses jornalistas. Acreditei ser diferente. Hoje, estou mais realista.
Podemos buscar uma informação honesta para o público, procurarmos fontes que dêem opiniões diferenciadas sobre um mesmo fato e quem sabe contribuirmos para que o público tire suas próprias conclusões, mas nos julgarmos imparciais, jamais. Por que? Porque os textos são reféns de seus atores. Intencionalmente ou não, o jornalista na apuração, na redação ou na edição de suas matérias, acaba selecionando determinados aspectos em detrimento de outros. Mas por que? Pela criação que recebeu, pela cultura que acumulou, pelas experiências vividas e na maioria das vezes, por ordens de seus superiores.
Infelizmente, o jornalista é aquele que aprendeu a ser ético até o ponto em que a imagem do veículo no qual trabalha não seja prejudicada. Se sair da linha, não se encaixa no perfil da empresa. Ordens são ordens. É, a realidade profissional do jornalista não é glamourosa como muitos imaginam.
Em defesa da parcialidade ouvimos: como arrumar um emprego em meio a um mercado cada vez mais competitivo se não obedecermos à “linha editorial do veículo”? É, parafraseando Fernando Pessoa, o jornalismo não é preciso, mas sobreviver é preciso. Por essa e outras, seria, no mínimo, romântico dizer que a atividade jornalística é pautada pela transparência.
Na realidade o que se vê é um jornalismo que está na corda bamba. Tenta se equilibrar entre o exercício profissional honesto e os interesses comerciais das empresas que chegam a vender suas almas para chamarem a atenção e multiplicarem seus negócios, às custas, sobretudo, da exploração da desgraça alheia por meio da veiculação exagerada de notícias policiais e da invasão da privacidade das pessoas, quer anônimas, quer famosas. Os nossos jornais impressos de cada dia, os noticiários da TV, os programas de rádio, as revistas semanais e os sites de notícias escondem coisas que só os profissionais das redações sabem dizer.



quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

A Ética no Jornalismo

Muito se fala em ética no exercício da prática jornalística. Como fazer um trabalho pautado pelo bom senso e transparência? Essa questão faz parte do nosso dia-a-dia. Seja na apuração, reportagem, edição ou seleção de fatos noticiosos, em algum momento nos vemos questionando a relação do jornalista com a fonte, a informação plantada, o que é preciso saber, publicar ou não. São tantas questões. Mas não há um manual, como o de redação para nos ajudar a como proceder. A ética no jornalismo é construída um dia após o outro. Depende dos fatos, de cada caso e depende de nós, profisisonais.
Não há dúvidas de que ao longo dos anos a imprensa brasileira progrediu bastante. Jornalistas tomaram para si a responsabilidade de primar pela ética, enquanto, esse passo deveria ser dado pelos seus patrões. De todo modo, zelou-se pela prática do bom jornalismo.
É de fundamental importância que os profissionais de imprensa discutam temas como ética e democratização da informação constantemente. Não podemos deixar cair no esquecimento o desejo de tantas pessoas: a liberdade de informação. Há muita coisa a fazer. A concentração da informação nas mãos de uma minoria é preocupante. Devemos arregaçar as mangas e nos esforçar para essa realidade mudar.
O art. 6º do Código de Ética diz que o exercício da profissão do jornalista é uma atividade de natureza social e com finalidade pública. Mas o que vemos hoje é a conduta do jornalista subordinada a interesses das empresas jornalísticas e a dinheiro. O desrespeito ao jornalismo, infelizmente, é algo comum. A mercantilização da notícia, o sensacionalismo desmedido, a corrupção dos valores éticos se tornaram práticas corriqueiras. Nós, jornalistas, não podemos concordar com essa farsa. Chega de discursos baratos. Não basta debates calorosos. É preciso mudança. A começar pela mentalidade de nossos profissionais do jornalismo, seguindo pelos veículos de comunicação aos nossos governantes.
A informação como um bem público é vital à democracia e deve ser respeitada. "A democracia se apresenta como um critério ético fundamental para a comunicação na medida em que fornece condições de sermos todos iguais em direitos, deveres e dignidade; sem ela, mergulhamos no arbítrio, na barbárie, no pântano dos privilégios e da corrupção. "
Então, mãos à obra!!!!!!!!! Que nossaas redações e mentalidades sejam contaminadas pela ética!