terça-feira, 8 de abril de 2008

Curtas do Jornalismo

Comemorações Dia do Jornalista
Jornalistas de todo o país se mobilizaram pelo centenário da Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e o dia da classe, comemorado ontem, dia 7 de abril. A FENAJ e os Sindicatos de Jornalistas lançaram nota oficial alusiva à data, que foi registrada pelo senador Paulo Paim (PT/RS) no plenário do Senado e em diversas casas legislativas estaduais e municipais.
Na nota oficial, a FENAJ e os 31 Sindicatos de Jornalistas defenderam a aprovação de uma nova Lei de Imprensa “em substituição a um dos entulhos da ditadura”, e a realização de uma Conferência Nacional de Comunicação “ampla, democrática, com efetiva interferência da população brasileira”. O documento também ressalta como importantes para os jornalistas “a denúncia do arrocho salarial, do desemprego e da precarização das relações trabalhistas e a reivindicação de melhores condições de trabalho”, a defesa da obrigatoriedade da formação universitária especifica para o exercício da profissão e a constituição de um Conselho Federal dos Jornalistas.

Centro de Cultura e Memória do Jornalismo
Na semana em que se comemora o Dia do Jornalista, a classe será agraciada com um espaço que vai abrigar a história da imprensa no Brasil. Trata-se de um projeto que irá criar no Rio de Janeiro, o Centro de Cultura e Memória do Jornalismo. O evento será lançado amanhã, dia 9, na sede da ABL ( Academia Brasileira de Letras). O espaço deverá contar com um acervo permanente de peças históricas e organizar cursos, seminários e exposições, além de abrigar livraria, café, biblioteca e auditório. O acervo documental incluirá depoimentos de jornalistas, que resgatarão a história do desenvolvimento do jornalismo nacional. Segundo sindicato dos jornalistas do município do Rio, entidade que teve a iniciativa de criar o Centro, inicialmente, ele funcionará em um portal. Na segunda fase, o centro terá sua sede própria aberta ao público.

Semana de festa
O sindicato dos Jornalistas da Bahia realiza até o dia 14 de abril a Semana do Jornalista, em comemoração ao Dia Nacional dos Jornalistas, e ao seu aniversário de 63 anos do Sinjorba, em 14 de abril. Entre as festividades destacam-se eventos com temas relacionados à categoria e à luta pelo respeito à regulamentação profissional, Lei de Imprensa, saúde e previdência social, mercado de trabalho e exposição de imagens. No sábado, dia 12, uma festa dançante marcará as comemorações do Dia do Jornalista e os 63 anos do Sinjorba.
A Semana do Jornalista será encerrada com uma oficina sobre Empreendedorismo, organizada pelo Sebrae e que ocorrerá no dia 14. A intenção é orientar a categoria como abrir empresas de jornalismo, já que hoje o mercado tem empurrado os jornalistas para a condição de PJs.

Exercício da democracia
Em São Paulo, o Dia do Jornalista foi marcado por uma assembléia geral. Segundo a entidades, mais de 150 associados estiveram presentes na assembléia que aprovou quatro alterações no estatuto do Sindicato, todas referentes ao processo eleitoral da entidade, que passarão a valer já na próxima eleição, prevista para abril do próximo ano.
Entre as mudanças estão: a redução de cinco para três no número de diretores inscritos nas chapas; a composição da Comissão Eleitoral a partir do resultado da votação de chapas apresentadas na assembléia, desde que cada uma delas consiga, no mínimo, 10% dos votos válidos e o fornecimento de lista de associados aptos a votar na eleição.

Congresso Estadual
A diretoria do Sindicato dos jornalistas do Estado de São Paulo está agendando, tanto na Capital quanto no Interior e Litoral, uma série de plenárias para as discussões de teses e escolha dos delegados ao 12º Congresso Estadual dos Jornalistas, que acontece nos dias 30, 31 de maio e 1º de junho. Esta edição do Congresso Estadual será em São José do Rio Preto e conta com o apoio da Prefeitura daquele município e da FENAJ. As inscrições para os demais interessados - que arcarão com suas despesas de estadia e alimentação - vão até o dia 21/05. Informações e inscrições pelo telefone (11) 3217-6298 ou e-mail congresso.estadual@sjsp.org.br

Tendências do Jornalismo Online
O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul promove no dia 10 de maio o seminário 'Tendências do Jornalismo Online', das 13h30min às 17h. No plenarinho da Assembléia Legislativa do RS, em Porto Alegre, vão estar nomes como Pedro Dias Lopes, editor-chefe da ZeroHora.com, Mary Silva, editora-executiva do portal Ziptop / JornalNHOnline, Telmo Flor, editor-chefe do site do Correio do Povo e chefe de redação da versão impressa, e Sérgio Lagranha, editor-chefe do site e jornal Diário Popular, de Pelotas.
O investimento é de R$ 10 para estudantes não-sindicalizados, R$ 30 para público em geral, e gratuito para estudantes e jornalistas sindicalizados, em dia com as mensalidades. Informações: 51-3226-0664.

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Dia do Jornalista

Hoje, 7 de abril, é dia do Jornalista. Com tantas limitações, ainda há motivos para se comemorar. Mesmo com baixos salários, precárias condições de trabalho, legislação atrasada e bastidores politicamente incorretos, a imprensa brasileira agradece àqueles que lutam por fazer o melhor de suas profissões. Aqueles heróis diários que batalham por seu espaço. Aqueles que tentam fazer um trabalho ético e amam sua função.
Parabéns, jornalista!





Em Defesa da democracia

Hoje, também é comemorado o centenário da Associação Brasileira de Imprensa (ABI). Criada no dia 7 de abril de 1808 para assegurar os direitos dos jornalistas, a associação foi uma entidade de classe que fez história no País. Seu idealizador foi o jornalista Gustavo de Lacerda, que não aceitava a idéia de que jornais fossem empresas. Para ele, esses veículos deveriam ter cunho social e funcionar por meio do cooperativismo, em que todos saíssem ganhando, desde a cúpula ao trabalhador mais simples.
Durante a Ditadura Militar no Brasil, a ABI foi sinônimo de oposição a esse regime. Lutou com todas as forças pela democracia e pela liberdade de expressão. Nessa época, não só os civis tinham seus direitos cerceados como os meios de comunicação sofriam severa censura. A perseguição contra jornalistas era cerrada. Parecia o Império, quando escritores e jornalistas abolicionistas eram combatidos e presos.
Contra os ataques à imprensa, a ABI fez um trabalho de bastidores, intercedendo às autoridades pela libertação de jornalistas presos e por meio de manifestações públicas contra qualquer ato de censura.
Em outros momentos políticos do Brasil, a imprensa foi censurada. Anos antes da ditadura, no governo de Arthur Bernardes, em 1922, a liberdade de expressão foi atacada. No ano seguinte, Barbosa Lima Sobrinho lançava o livro O problema da imprensa, um dos principais manifestos pela liberdade de expressão no Brasil. Três anos depois, assumia pela primeira vez a presidência da ABI.
A ABI esteve presente em outros acontecimentos importantes do país como na campanha "O petróleo é nosso", no fim dos anos 1940, que culminou na criação da Petrobras, em 1953.
Ainda na ditadura, em 1975, promoveu um ato em homenagem ao jornalista Vladimir Herzog, morto nas dependências do DOI-Codi, em São Paulo. Participou das campanhas pela anistia, pelo fim da Lei da Segurança Nacional, pelas eleições diretas e pela convocação da Assembléia Nacional Constituinte.
Quando a ditadura de Getúlio sucumbiu à abertura política e aos direitos civis, a ABI desempenhou um papel importante na campanha pelas Diretas Já. Somente no governo Collor, a imprensa teve passe livre para fazer seu trabalho. Tanto que investigou e denunciou as irregularidades, cuja confirmação resultou na renúncia do presidente para escapar do impeachment.
Ainda hoje, a ABI luta pela democracia, até mesmo em governos considerados democráticos como o de Lula. Em 2004, a entidade foi contra a criação do Conselho Federal de Jornalismo, proposto pelo governo. A associação considerou essa proposta como um ataque à liberdade de imprensa desde os governos militares e se mobilizou fortemente. Resultado: o governo desistiu do projeto.
A ABI nos mostra ao longo da história política do País que sem união e princípios verdadeiros não se consegue lutar pela liberdade de expressão. Foi graças a manifestações e perseverança em uma causa, que muitas vidas foram salvas no período da ditadura e nossa imprensa, hoje, tem a liberdade de se expressar e exercer o seu trabalho. Por pior que sejam as condições de trabalho e exista o sensacionalismo e a mercantilização da notícia, ainda é possível fazer um trabalho honesto no Brasil.

quinta-feira, 27 de março de 2008

Lei de Imprensa



A dicussão em torno da Lei de Imprensa brasileira ainda está truncada e ao que tudo indica, a "novela" está longe de um final. Existem dezenas de projetos em tramitação no Congresso Nacional sobre a Lei. Alguns parlamentares chegaram a dizer, até, que ela não seria necessária.

É lamentável que a Lei de Imprensa esteja tão ultrapassada e não haja uma nova capaz de regular a relação entre os meios de comunicação, os profissionais de imprensa e a sociedade de uma forma democrática.

Tudo parece confuso. O Supremo Tribunal Federal suspendeu 20 dos 77 artigos da Lei de Imprensa. O Congresso Nacional retomou a discussão sobre o tema. No Senado, surgiu nova proposta de acréscimo à Lei 5.250/67. Fala-se em aprovar o substitutivo Vilmar Rocha (projeto de lei 3.232/1992), que entre outras ações, proibe a apreensão de publicações ou suspensão de transmissões de rádio ou TV, defende a agilidade do direito de resposta, a garantia da pluralidade na cobertura de questões polêmicas, o Serviço de Atendimento ao Público nos veículos de comunicação e regras transparentes para matérias pagas.

Enquanto isso, alguns senadores continuam propondo acréscimos e outras emendas aos parágrafos da Lei. Para a Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas), esta seria a hora de aprovar o substitutivo e assim, garantir mais transparência entre os meios de comunicação e a sociedade. Mas a tramitação do substitutivo ainda está em discussão.

Vamos esperar o desenrolar da questão. Continua o desejo de uma reformulação na Lei de Imprensa e que esta não seja uma mordaça à atividade jornalística ou mais um mecanismo oportunista do governo, de uma minoria, ou de quem quer que seja. Mas um instrumento para a sociedade brasileira. Também devemos estar atentos e saber até onde a lei se separa da ética.
Confira uma ótima reportagem sobre a Lei de Imprensa:
Fonte: Canal da Imprensa

quarta-feira, 26 de março de 2008

Realidade cruel: jornalista ganha mal


"Jornalistas brasileiros contam com piso salarial de no máximo R$ 2 mil". Ao ler essa manchete no Portal Imprensa pensei: talvez seja engano, não é possível. Essa notícia nunca gostaríamos de veicular. O que muito se comenta é que o profissional da educação ganha mal. Os professores, sim, ganham uma miséria. Assim, pensa o senso comum.

Mas não é apenas essa classe que luta para sobreviver. Ao lado dela, muitas outras tentam se equilbrar. O jornalista também tenta esticar o dinheiro no final do mês. A profissão não é tão glamourosa como muitos imaginam.

A maioria dos profissionais de imprensa discute a questão legal da função como a necessidade de diploma e as condições de trabalho, grande parte, precárias, o que é louvável e bastante pertinente. Não podemos nos esquecer, entretanto, que o debate sobre as questões financeiras merece igual importância.

A luta pela melhoria salarial se faz urgente!

Na matéria, escrita por Marina Dias, no Portal Imprensa, um dos grandes problemas apontados pela maior parte dos sindicatos de jornalistas do Brasil é o baixo piso salarial. O aumento do salário-base fixo é a principal dificuldade. Um levantamento realizado pelo Portal com os presidentes sindicais de todo o País, citado na reportagem, revela a cruel realidade do mercado: os pisos salariais variam entre R$ 1 mil e R$ 2 mil para 5h horas trabalhadas, chegando a um mínimo de R$ 730 em veículos do interior do Espírito Santo.
"Diferentemente do que se imagina, os salários mais baixos pagos para jornalistas estão nas regiões Sul e Sudeste do Brasil", aponta a matéria. "Além dos mínimos do Espírito Santo e Dourados, os Estados de Santa Catarina (R$ 1.050), Rio Grande do Sul (R$ 1.220) e São Paulo (R$ 1.248, para profissionais de Rádio e TV) chegam a um piso máximo de R$ 1,5 mil. "
Há o outro lado da moeda. Segundo a matéria, "os assessores de imprensa podem comemorar, já que, em praticamente todas as regiões, ganham mais que todos os outros tipos de jornalistas, como os de redação, rádio e TV.
Outro dado curioso está no Sindicato dos Jornalistas de Pernambuco. Com 60 anos de existência, a entidade ainda enfrenta dificuldades financeiras constantes e não possui um piso salarial fixo. Atualmente, existe apenas um "salário-base" no Estado, de R$ 1.330.

A única exceção que sai totalmente fora dos padrões dos pisos de até R$ 2 mil é o município do Rio de Janeiro. Com um salário-base de R$ 3.684 para 5h trabalhadas e de R$ 5.894 para 7h, os jornalistas cariocas são os mais bem pagos do País. "

O que se vê é a falta de linearidade salarial entre as regiões brasileiras e a triste realidade do mercado, que insiste em nos impor um saláro miserável. Os jornalistas como muitos outros profissionais se transformaram em heróis diários, sempre à procura de um complemento para o orçamento. Mas não merecemos esmolas. Somos dignos de um salário justo.



Não aceite migalhas. Amigos jornalistas, se unam e façam a diferença!

terça-feira, 4 de março de 2008

Curtas do jornalismo

Seminário
Começa amanhã, dia 5, o período de inscrições para o I Seminário Nacional sobre Conhecimento do Jornalismo e II Seminário do Programa Nacional de Estímulo à Qualidade do Ensino de Jornalismo e do Estágio Acadêmico, que acontecem de 27 a 30 de março, em Florianópolis.
Leia mais no site do sindicato dos jornalistas de São Paulo
http://www.jornalistasp.org.br/

Dia da mulher
Em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, as revistas Claudia, Nova, Elle, Estilo e Bons Fluidos, da Editora Abril, lançam a terceira edição do projeto "Mulheres do Brasil", que compreende um evento, um suplemento especial e um hotsite.
O evento acontecerá no dia 7 de março, em São Paulo. Convidados e uma platéia de aproximadamente 400 pessoas vão debater o tema "O Avesso da Mulher Nota 10".
Leias mais em: http://portalimprensa.uol.com.br/

Congresso jornalismo investigativo
Será realizado entre os dias 8 e 10 de maio na UNI-BH, em Belo Horizonte, o 3º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo. O evento terá cerca de cem palestrantes, entre convidados da Inglaterra, Estados Unidos, América Latina e dos principais veículos de comunicação brasileiros. Leia mais no : http://www.abraji.org.br/

Congresso empresarial
Será realizada entre os dias 3 e 5 de maio, em São Paulo, a nona edição do Congresso Brasileiro de Jornalismo Empresarial, Assessoria de Imprensa e Relações Públicas. O tema do evento será a Comunicação Corporativa e a Empresa do Futuro – mapas da estrada.” Serão realizadas 7 conferências magnas, 28 palestras temáticas, 10 workshops, 4 visitas guiadas às redações da Central Globo de Jornalismo, dos jornais Folha de S. Paulo e Valor Econômico e da Editora Abril, 4 visitas culturais e a Feira de Comunicação Empresarial.
Leia mais em: http://www.jornalistasp.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=531&Itemid=2

domingo, 2 de março de 2008

Pisos salariais do jornalista

Pisos Salariais 2007-2008
Setores
5h
5h + 2 EXTRAS
Jornais e Revistas da Capital
R$ 1.650,44
R$ 2.640,71
Jornais e Revistas do Interior e Litoral
R$ 1.335,00
R$ 2.136,00**
Rádio e Televisão - Capital
R$ 1.248,00
R$ 2.184,79*
Rádio e Televisão - Interior e Litoral
R$ 796,00
R$ 1.392,95*
Assessoria de Imprensa
R$ 1.836,46
R$ 2.938,34***
* Vigência: 1º/12/2007 a 30/11/2008
** Vigência: 1º/06/2007 a 31/05/2008
*** Vigência: 1°/10/2007 a 31/05/2008

Fonte: Sindicato dos jornalistas de São Paulo ( Atualizado em 11 de janeiro de 2008)

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Jornalista deve ter registro junto à DRT

O SJSC reconhece a importância da confirmação, na semana passada, do Ministério Público de Santa Catarina, através da Promotora de Justiça Carla Mara Pinheiro Miranda, da comarca de Itapema, da necessidade de cada veículo de imprensa ter um Jornalista responsável como forma de inibir o anonimato e adequar as empresas jornalísticas locais às normas da Lei de Imprensa. É considerado como jornalista aquele profissional que detém o registro de jornalista junto à DRT, conforme determina a legislação que regulamenta a profissão de jornalista.
A medida da promotora Carla Miranda é de grande importância para a categoria em razão do descumprimento sistemático por parte de agumas empresas de comunicação de acatar a legislação que rege o exercício profissional do jornalismo. No entanto, o SJSC ressalta que a exigência deve ser referente ao registro profissional na DRT. O Sindicato alerta que o registro profissional é fundamental para o exercício da profissão de jornalista, conforme o previsto na lei de imprensa 5.250, no artigo 7º, parágrafo 1º (leia mais www.sjsc.org.br/legislação), sem a obrigatoriedade de vínculo com a entidade sindical. A associação ao Sindicato da categoria é livre e deve ser espotânea por parte do profissional. O SJSC, ao mesmo tempo, observa que a sindicalização tem grande importância para o fortalecimento e a defesa do respeito à categoria e ao jornalismo.

Fonte: http://www.sjsc.org.br/ ( Sindicato dos jornalistas de Santa Catarina)

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

ABI completa um centário em abril

Há cem anos nascia a Associação Brasileira de Imprensa (ABI). Com a proposta de lutar pelos direitos dos profissionais de imprensa, a ABI fez parte da história brasileira. Defendeu a liberdade de informação, os direitos humanos, lutou contra a ditadura.

Nos anos 50, se viu dividida pela opinião de dois líderes jornalistas de idéias completamente diferentes: Pedro Mota Lima, importante membro da equipe de direção do diá­rio comunista Imprensa Popular, e Carlos Lacerda, que ascendia a líder da direita no país e combatia a ditadura do presidente Getúlio Vargas.

Na década de 70, a sede da ABI sofreu um atentado anônimo em represália à postura da entidade em defender os direitos humanos e a liberdade de expressão. Essa luta se intensificou a partir do assassinato do jornalista Vladimir Herzog nas masmorras do Doi-Codi do II Exército, em São Paulo, em outubro de 1975".

A Associação participou ativamente dos principais momentos da história brasileira, como na campanha "O petróleo é nosso", sediando as reuniões anteriores à Lei de 1953, que instituiu a Petrobras. Durante os dois regimes ditatoriais, além da colaboração com o Sindicato, a ABI também intermediou a soltura de jornalistas presos e ajudou outros a retornar do exílio antes de serem anistiados.

Leia a matéria com o presidente da ABI desde 2004, Maurício Azêdo. http://portaldacomunicacao.uol.com.br/textos.asp?codigo=20600

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Dicas de assessoria de Imprensa

Por mais preparado que um assessor de imprensa se julgue, nada como buscar o aperfeiçoamento para desenvolver um bom trabalho. O manual de assessoria de comunicação elaborado pela Fenaj é uma ótima ferramenta tanto para os inciantes na profissão quanto para os mais experientes. Nunca é demais buscar conhecimento. Então, confira algumas dicas:


Preparando a fonte para entrevistas
- Entrevistas à imprensa precisam ser preparadas quando a empresa ou instituição tem algum fato a comunicar à opinião pública. Para a entrevista ser bem conduzida, e não fugir a seus objetivos, procure adotar os seguintes procedimentos:
- Prepare-se previamente. Se possível, faça uma simulação conduzida pelo jornalista que o assessora. Evite surpresas. A assessoria deve providenciar materiais como tabelas, fotos e gráficos, para apoiar a informação que pretende divulgar;
- Prepare-se com números e documentos, se necessário. A assessoria pode apoiar na organização desse material, além de verificar possíveis erros de português;
- Coloque-se à disposição do repórter para complementar alguma informação necessária após a entrevista.

Atendendo a imprensa em situações de crise
- Não fugir da imprensa. Antecipe-se à própria iniciativa da imprensa em descobrir o que ocorreu;
- Faça um completo levantamento da situação, preparando-se com dados, números e informações atualizadas;
- A assessoria de comunicação deve preparar um texto informativo descrevendo o fato ocorrido e enfatizando as providências da empresa. O texto deve ter, no máximo, duas páginas e ser entregue aos repórteres;
- Evite o uso de palavras alarmistas ou negativas. Não amplie o efeito negativo da ocorrência com suas palavras;

Como se preparar para as entrevistas coletivas
- Entrevistado deve ser pontual. A assessoria deve escolher bem o local onde será realizada a entrevista, além de antecipar, de forma geral, o assunto que vai ser tratado na coletiva;
- Evite coletivas no final do dia, a não ser que o tema tratado tenha surgido no meio da tarde, e seja de urgência, impossível de deixar para o dia seguinte.
- Por questão de tempo os profissionais de rádio e TV podem pedir para gravar logo a entrevista. Atenda ao pedido, mesmo que o pessoal de jornal proteste. Considere que os repórteres de jornal têm mais tempo para trabalhar a notícia, além do que precisam sempre de mais detalhes.

Saiba mais: http://www.fenaj.org.br/mobicom/manual_de_assessoria_de_imprensa.pdf

Jornalistas têm reajuste salarial de 4,79%

Os salários dos jornalistas que atuam em jornais e revistas da grande São Paulo foram reajustados em 4,79% com base no INPC do período entre dezembro de 2006 e novembro de 2007. O reajuste foi definido durante a convenção coletiva em dezembro passado. O piso da categoria que trabalha 5 horas é de R$ 1.650,44 e de 7 horas, R$ 2.640,71.
Este reajuste automático faz parte do acordo fechado na campanha passada entre o Sindicato dos Jornalistas de São Paulo e o sindicato patronal de jornais e Revistas da Capital, que prevê a mudança da data-base de dezembro para 1º de junho de 2008.

Fonte: Sindicato dos Jornalistas de São Paulo